10/05/2010

Drama

Deambulamos por falsos ambientes
Repletos de falsos dramas.
Contudo conscientes
de todas as nossas tramas.

Falamos mentira,
Calamos interpretações
Mas é esse silêncio que retira
E esconde emoções.

Cada expressão de culpa,
Horror ou melancolia,
Não passa de teatro,
De uma máscara oculta
Repleta de hipocrisia.

Promessas por cumprir
Falas por pronunciar,
Ficamo-nos por exprimir
Apenas o que não nos conseguem calar.

Mas é quando somos atingidos
Pela sonoridade das palmas
Frenéticas e os seus ruídos,
Que nos dão por perdidos
Uma vez entregues as nossas almas.

O pano cai, as cortinas fecham-se.
Acaba-se o fingir
O dissimular,
Porque no "O Fim"
O sentir, o sorrir,
E, talvez, o respirar.
É o que resta de mim.

2 comentários:

Yan Chaparro disse...

esquadros parecem como falsas formas desarticuladas, torna-se cômico quanto conscientes eles se expressam.


obrigado,

Anónimo disse...

wow adorei :)
continua*

fred